Campo Grande Lança Programa Floresta Viva para Reflorestamento da Serra da Posse com Investimento de R$ 10 Milhões do BNDES

Na última quinta-feira, a Serra da Posse, localizada em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, se tornou um centro de atenção ambiental com a assinatura de um convênio entre a prefeitura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa Floresta Viva, que visa restaurar áreas degradadas e aumentar a cobertura arbórea na cidade, foi destacado como prioridade para a região, que abriga cerca de 352 mil habitantes, conforme o Censo de 2022 do IBGE.

Com um investimento total de R$ 10 milhões — metade proveniente do BNDES e a outra parte da prefeitura, através da Secretaria de Meio Ambiente e Clima — o projeto envolverá o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. A proposta visa criar um corredor ecológico que interligue áreas já reflorestadas pelo Programa Mutirão Reflorestamento, contribuindo para a integração da flora e fauna locais.

A necessidade de tal projeto se torna evidente ao observar a carência de arborização na região. A restauração dessas áreas não só ajudará na manutenção da biodiversidade como também oferecerá benefícios ecológicos significativos, como a redução do risco de incêndios e o fornecimento de sombra natural. O prefeito Eduardo Cavaliere ressaltou a importância de estabelecer uma continuidade de vegetação, semelhante ao que se observa em outros locais da cidade, como o Túnel Rebouças, que passa por áreas arborizadas.

O convênio também representa o comprometimento da prefeitura em lidar com as questões climáticas, conforme indicado pelo presidente do BNDES, Aluízio Mercadante. Ele elogiou o Rio de Janeiro como a primeira cidade a integrar oficialmente essa prioridade no seu planejamento urbano, ressaltando os benefícios que árvores nativas trazem ao ambiente urbano, como oxigênio limpo e melhoria da qualidade de vida.

Outro ponto significativo foi a participação da vereadora Tainá de Paula, que destacou as múltiplas florestas em desenvolvimento na cidade e a necessidade de acelerar o processo para garantir a entrega de áreas verdes para a população. A atual secretaria de Meio Ambiente, Lívia Galdino, mencionou que a cidade já possui ações de reflorestamento em andamento há mais de 40 anos e que o Floresta Viva irá não apenas restaurar áreas verdes, mas também expandir futuros projetos de restauração de manguezais.

Com o protocolo de intenções formalizado, o próximo passo será a assinatura do contrato que permitirá o início das atividades de reflorestamento, assegurando que Campo Grande avance rumo à sua recuperação ecológica e à promoção de um ambiente urbano mais sustentável e saudável.

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