A Fisa, como o nome sugere, prevê o acesso a comunicações estrangeiras, mas também pode incluir contatos com cidadãos americanos, o que abre espaço para a vigilância sem autorização judicial. Recentemente, revelações de que o FBI teria utilizado esses poderes para investigar manifestantes do movimento Black Lives Matter, doadores de campanha e parlamentares geraram ainda mais desconfiança em relação à lei, com democratas e republicanos se unindo na crítica.
A prorrogação da Fisa estava bloqueada há meses, mas esta última tentativa foi bem-sucedida após a redução do prazo de renovação de cinco anos para dois. Essa mudança ajudou a conter a resistência dos republicanos mais radicais, que agora veem uma oportunidade de revisar a lei sob uma possível volta de Donald Trump à presidência.
O ex-presidente, que anteriormente havia se oposto à renovação da Fisa alegando uso indevido da lei para espionar sua campanha, manifestou sua posição através das redes sociais. Enquanto os republicanos inicialmente impediram a votação do texto, a modificação do mesmo possibilitou sua aprovação com 273 votos a favor e 147 contra. Agora a Fisa segue para o Senado, onde se espera uma avaliação bipartidária.
A votação na Câmara dos Deputados foi um momento de tensão, com uma emenda que proibiria a vigilância de cidadãos americanos sem mandado sendo rejeitada em um empate. A líder republicana Marjorie Taylor Greene criticou o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o comparou a Nancy Pelosi, ex-presidente democrata da Casa.
Diante das disputas internas, Trump fez um gesto de apoio a Johnson, elogiando seu trabalho e tentando apaziguar os ânimos no partido. A aprovação da prorrogação da Fisa é considerada uma vitória para o presidente da Câmara, que enfrenta desafios em sua liderança. O texto segue para o Senado, onde será debatido de forma bipartidária.





