Audiência Pública Debate Suspensão do Medicamento Elevidys no Brasil
Em um passo decisivo para tratar do impacto da suspensão do medicamento Elevidys no Brasil, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública nesta terça-feira, 16 de junho, a partir das 13 horas, no plenário 13. A discussão, que promete ser interativa, foi convocada pelo deputado Max Lemos, do União-RJ, e busca esclarecer os motivos e as consequências do atraso na avaliação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O medicamento Elevidys é destinado ao tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), uma doença genética e incapacitante que causa a degeneração progressiva dos músculos e, até o momento, não conta com cura. A utilização do Elevidys no Brasil foi autorizada para crianças com idades entre 4 e 7 anos que ainda conseguem andar. Contudo, em julho de 2025, a Anvisa tomou a decisão de suspender a venda e o uso do medicamento após a morte de três pacientes em outros países, o que gerou preocupações com a segurança do tratamento.
Atualmente, a Anvisa analisa informações complementares submetidas pelo laboratório Roche, responsável pelo registro do produto no Brasil. No entanto, essa análise vem sendo criticada pela sua lentidão, uma vez que a DMD é uma condição que avança rapidamente e que requer intervenções precoces para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O deputado Max Lemos expressa sua preocupação em relação a essa demora, afirmando que a prolongada análise da Anvisa está gerando “apreensão social, insegurança jurídica e agravamento do quadro clínico” de muitas crianças que dependem desse medicamento. Ele ressalta a urgência da situação, uma vez que as famílias enfrentam desafios imensos enquanto aguardam a definição sobre o acesso ao tratamento.
A audiência pública se apresenta como uma oportunidade para que médicos, representantes de famílias e especialistas discorram sobre os efeitos da suspensão do Elevidys e cobrem um posicionamento da Anvisa sobre o andamento do processo. A expectativa é de que essa conversa promova maior transparência e compromisso com os direitos dos pacientes que lutam contra a Distrofia Muscular de Duchenne no Brasil.





