O reggae já é um elemento da cultura contemporânea do povo do Maranhão, segundo argumentou o autor do projeto. O estilo musical influencia na maneira de falar, vestir-se e dançar dos maranhenses, transmitindo a mensagem de liberdade, igualdade, paz, amor e harmonia.
A sua repercussão no estado teve início nos anos 1970, em especial pelos moradores da ilha de São Luís. Há hipóteses de que o reggae tenha chegado pelas ondas de rádio emitidas do Caribe ou por marinheiros que traziam discos para a cidade.
O senador Cid Gomes (PDT-CE), relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura do Senado, ressaltou que houve uma empatia entre o ritmo e a população maranhense. A origem africana transformada em expressão afrocaribenha impulsionou a convergência do reggae com o povo do Maranhão, principalmente com a participação de afrodescendentes.
Inicialmente, o reggae foi visto com preconceito pela cultura oficial, mas aos poucos conquistou seu espaço a partir da periferia de São Luís e se tornou uma das marcas da cidade, além de se espalhar pelo interior do estado.
No centro histórico da capital, encontra-se o Museu do Reggae Maranhão, único museu do gênero fora da Jamaica, que recebe a visita de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.
Com o título de Capital Nacional do Reggae, São Luís reforça sua identidade cultural e a importância desse ritmo para a população local. O reconhecimento através da lei é uma forma de valorizar e incentivar a preservação e disseminação do reggae no estado.
Essa conquista traz notoriedade para a cidade, que já é conhecida por sua rica herança cultural. Além disso, favorece o turismo e estimula o desenvolvimento econômico através da divulgação do reggae e dos eventos relacionados ao estilo musical.
A Lei 14.668/23 representa um marco importante para a cultura e o povo maranhense, consolidando São Luís como um polo nacional do reggae e fortalecendo ainda mais a sua identidade cultural. Com isso, o estado do Maranhão se destaca como um ponto de referência no cenário musical brasileiro.
