A história da meliponicultura em Santa Rosa de Lima remonta à década de 1990, quando a prática começou a ganhar tração na região. Em 1999, esse movimento foi fortemente impulsionado pelo técnico Jean Carlos Locatelli, cuja dedicação e trabalho ajudaram a estabelecer a cidade como um importante centro dessa atividade. Atualmente, Santa Rosa de Lima é lar de mais de 25 mil colônias matrizes, abrangendo 31 diferentes espécies de abelhas, incluindo a Guaraipo. Essa vasta diversidade contribui significativamente para a preservação da biodiversidade local e oferece uma fonte de sustento para cerca de 100 famílias da região.
A lei que oficializa Santa Rosa de Lima como a capital nacional da meliponicultura teve origem no Projeto de Lei 752/22, apresentado pelo deputado Darci de Matos (PSD-SC). O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro do ano passado, culminando na recente sanção presidencial. A medida reflete não apenas o reconhecimento dos esforços locais na meliponicultura, mas também destaca a importância da sustentabilidade e da biodiversidade no cenário nacional.
A cidade catarinense, agora com um selo oficial de excelência na meliponicultura, promete continuar sendo um exemplo de como atividades sustentáveis podem coexistir e prosperar em harmonia com o meio ambiente. O reconhecimento nacional é um grande passo para futuras iniciativas e apoio governamental, que podem fortalecer ainda mais a prática e incentivar outras regiões a adotarem métodos similares de produção sustentável. Santa Rosa de Lima, com suas 25 mil colônias e 31 espécies, emerge como um modelo a ser seguido, mostrando que é possível aliar tradição, sustentabilidade e inovação em prol da natureza e da economia local.





