O relatório abordou 175 casos de violência política de gênero monitorados pelo Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero, destacando que apenas 7% dessas representações foram convertidas em ação penal eleitoral referente ao crime de violência política. A falta de punição efetiva e a baixa conversão das representações em ações penais foram pontos preocupantes levantados pelo relatório.
Durante o lançamento do relatório, diversos representantes de entidades e parlamentares destacaram a importância de proteger as mulheres na política como forma de proteger a democracia. A deputada Daiana Santos, que coordena o Observatório Nacional da Mulher da Política da Câmara, ressaltou a necessidade de denunciar a violência e de criar estratégias para romper com essa realidade.
A procuradora geral eleitoral do Ministério Público Federal, Raquel Branquinho, também fez uma reflexão sobre a baixa representatividade das mulheres na política brasileira, apontando que é necessário mudar a política e os partidos políticos para alcançar um cenário mais igualitário. Além disso, a coordenadora do Observatório da Violência Contra a Mulher da Defensoria Pública da União, Rafaella Mikos Passos, destacou a importância de oferecer suporte às vítimas de violência política de gênero, inclusive lançando um programa de denúncias online para as eleições municipais.
Diante dos dados apresentados no relatório, fica evidente a urgência de ações concretas para combater a violência política de gênero no Brasil e garantir a participação igualitária das mulheres na esfera política. A proteção e o empoderamento das mulheres são fundamentais para fortalecer a democracia e construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos.





