CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto de Lei para Promover Inclusão de Artistas com Deficiência na Cultura Nacional

No dia 3 de julho de 2026, a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados deu um importante passo em direção à inclusão artística ao aprovar o Projeto de Lei 6666/25, que institui a Política Nacional de Promoção da Arte Inclusiva. Esta iniciativa visa não apenas oferecer apoio e estímulo a artistas com deficiência, mas também incrementar a acessibilidade de projetos culturais para o público em geral.

O projeto, idealizado pelo deputado Amom Mandel, da sigla Republicanos do Amazonas, tem como objetivo central garantir que as pessoas com deficiência possam participar efetivamente da produção cultural e artística no Brasil. Mandel destaca que a proposta é alinhada com os princípios da Lei Rouanet e da Política Nacional das Artes, que têm por meta fomentar a inclusão e a acessibilidade nas atividades culturais brasileiras.

Conforme a proposta, todos os espaços culturais públicos que recebem recursos do governo federal deverão implementar, de maneira gradual, medidas que garantam acessibilidade em termos de comunicação, infraestrutura e tecnologias. As especificidades dessas regras serão estabelecidas em um regulamento a ser elaborado pelo Poder Executivo.

A relatora do projeto, a deputada Erika Kokay, do PT do Distrito Federal, incorporou emendas ao texto, visando aumentar a efetividade da nova política. Uma das emendas mais significativas determina que a execução da Política Nacional de Promoção da Arte Inclusiva ocorrerá por meio dos já existentes mecanismos de financiamento voltados à cultura, o que garante uma melhor utilização dos recursos já disponíveis.

Kokay enfatiza que a cultura é um direito fundamental de todas as pessoas, e quer assegurar que ela seja acessível tanto a quem a produz quanto a quem a consome. “O intuito dessa proposição é garantir esses direitos às pessoas com deficiência”, afirmou a relatora.

Com a aprovação na Comissão de Cultura, o projeto agora seguirá para uma análise em caráter conclusivo pelas Comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o texto precisará ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. O avanço da proposta representa um compromisso do legislativo brasileiro com a inclusão e a diversidade, promovendo uma cultura mais justa e acessível a todos.

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