A proposta de Resende tem como objetivo facilitar o acesso dos pacientes a esse medicamento crucial para o tratamento de anafilaxias, reações alérgicas graves que podem levar à morte. O deputado enfatizou a eficácia do medicamento e o apoio de todas as entidades médicas relacionadas ao tema, argumentando que o projeto deveria seguir diretamente para o Plenário, evitando passar por diversas comissões.
Durante a audiência, diversos especialistas destacaram a importância da adrenalina autoinjetável e dos desafios enfrentados por pacientes que dependem desse medicamento. A farmacêutica e educadora em alergias alimentares, Alessandra Leal, relatou o trauma vivido com o choque anafilático de seu filho e ressaltou a necessidade de prevenção e acesso a esse tratamento.
A médica Fátima Fernandes, vice-presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), alertou sobre a gravidade da anafilaxia e a importância do diagnóstico e tratamento precoces para salvar vidas. Ela apontou um aumento das internações hospitalares por anafilaxia no Brasil e destacou a relevância da adrenalina autoinjetável na prevenção de mortes decorrentes dessas reações.
O professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renato Rozental, enfatizou a viabilidade da incorporação da caneta autoinjetora de adrenalina ao SUS, considerando que o processo seria simples e poderia resolver um problema de saúde pública. A discussão sobre a falta de registro na Anvisa e definição de preço para o produto colocam em pauta a importância de garantir o acesso e a segurança dos pacientes que necessitam desse tratamento.
