De acordo com a autora do projeto, o setor de telemarketing emprega principalmente mulheres, que enfrentam altos níveis de estresse, jornadas extenuantes e riscos para a saúde física e mental. Além disso, as profissionais também enfrentam desafios relacionados à automação de funções e mudanças nos modelos de negócios, o que pode ameaçar seus empregos.
O texto do projeto define as trabalhadoras operadoras de telemarketing como aquelas que realizam atendimento a usuários, oferecem produtos e serviços, realizam pesquisas e cobranças, sempre por meio do teleatendimento. O PL estabelece uma série de direitos específicos para essas trabalhadoras, como jornadas de trabalho condizentes com a atividade, atendimento de necessidades fisiológicas, condições de trabalho adequadas e programas de saúde ocupacional.
Além disso, a proposta cria a Política Nacional pela Valorização e Proteção das Trabalhadoras Operadoras de Telemarketing, que terá como objetivo principal garantir melhores condições de trabalho e promover a empregabilidade no setor. Para viabilizar essa política, o Ministério do Trabalho e Emprego será responsável por manter e divulgar informações sobre o mercado de telemarketing, incluindo dados sobre contratação, demissão, remuneração e condições de trabalho.
O projeto segue em tramitação na Câmara dos Deputados e passará por análise em diversas comissões, como a de Defesa dos Direitos da Mulher e de Trabalho, antes de seguir para votação em plenário. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. A expectativa é de que a proposta traga melhorias significativas para as trabalhadoras do setor de telemarketing, garantindo mais segurança, dignidade e proteção em seus empregos.
