CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei visa criminalizar uso de drones por organizações criminosas para garantir segurança, alerta Comissão de Segurança Pública.



A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que visa tipificar como crime o uso de drones por organizações criminosas. Segundo o texto aprovado, a posse de drones destinados ao planejamento e execução de crimes será punida com reclusão de dois a seis anos, além de multa. Além disso, o projeto altera o Estatuto do Desarmamento para estabelecer que o disparo de arma de fogo ou o lançamento de explosivos por meio de drone também será considerado crime, com pena de reclusão de 5 a 12 anos e multa.

O Projeto de Lei 3835/24, de autoria do deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), recebeu parecer favorável do relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), que destacou a importância de enfrentar o uso criminoso de drones, ressaltando que esses equipamentos têm sido utilizados por facções para realizar atos violentos, colocando em risco a vida das pessoas.

O relator também apontou que os drones fornecem benefícios estratégicos aos criminosos, permitindo o tráfico de substâncias ilícitas, monitoramento do território rival e coerção de vítimas. Além disso, as facções têm usado os drones para coletar informações sobre a atividade policial, monitorar a movimentação dos órgãos de segurança e intimidar testemunhas.

O projeto agora seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, a medida precisará ser aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

Durante as discussões sobre o tema, representantes das forças de segurança pública e defesa nacional destacaram a necessidade de medidas para conter o uso criminoso de drones, sugerindo investimentos em inteligência, punição rigorosa e utilização de mecanismos antidrone. O debate sobre o assunto continua em pauta, visando garantir a segurança da população diante do avanço tecnológico nas mãos de criminosos.

Por Noéli Nobre, com edição de Natalia Doederlein.

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