A proposta também prevê o bloqueio de bens e valores dos envolvidos em delitos relacionados ao tráfico de animais. As penalidades financeiras são severas: as multas podem variar entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, com a possibilidade de aumento em até dez vezes, levando em consideração a gravidade da infração e o impacto ambiental gerado. Espécies ameaçadas de extinção ou que resultem na morte de animais podem trazer penalidades ainda mais graves, aumentando as punições criminais em até dois terços e podendo restringir o direito do condenado de adquirir animais por um período que pode chegar a 20 anos.
A deputada Renata Abreu, responsável pela proposta, argumenta que o projeto busca não apenas punir, mas também retirar o lucro da criminalidade, ressaltando que os animais não devem ser tratados como simples objetos. Ela destaca a importância de enfatizar o bem-estar animal em todas as circunstâncias.
Outra inovação do projeto é a destinação de recursos confiscados para a criação de infraestrutura que proteja os animais, como túneis e passagens para fauna em rodovias, que visam minimizar o alto índice de atropelamentos.
A tramitação do projeto passará por diversas comissões, incluindo aquelas de Segurança Pública, Meio Ambiente, Finanças e Constituição e Justiça, antes de ser votada no Plenário. Para que se torne uma lei efetiva, deverá ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.
O movimento em torno desta proposta reflete uma crescente preocupação da sociedade em preservar a biodiversidade e garantir que as leis sejam cumpridas, contribuindo assim para um futuro mais ético e responsável em relação ao tratamento dos animais.
