CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei propõe inclusão de gastos com enfermeiros e serviços domiciliares nas deduções do Imposto de Renda para alívio do sistema de saúde.

O Projeto de Lei 1210/26, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, visa incluir despesas com enfermeiros, cuidadores e serviços de assistência e internação domiciliar na lista de gastos dedutíveis do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta, apresentada pelo deputado Jonas Donizette (PSB-SP), busca alterar a legislação vigente, especificamente a Lei 9.250/95, que já admite a dedução de gastos relacionados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais da saúde, além de serviços de hospitais e exames laboratoriais.

Donizette ressalta a importância de incentivar o uso de serviços de saúde domiciliar como uma forma de respeitar a capacidade financeira do contribuinte. Ele argumenta que a medida não apenas beneficia os indivíduos que precisam de cuidados, mas também contribui para aliviar a pressão sobre os hospitais, já que permite que um número maior de pessoas receba atendimento em casa, evitando internações desnecessárias.

O projeto deverá passar por um rito de tramitação caracterizado como conclusivo, o que significa que será avaliado pelas comissões de Saúde, Finanças e Tributação, e Constituição, Justiça e Cidadania, sem necessidade de apreciação pelo Plenário, a menos que ocorra um pedido de recursos por parte dos parlamentares. Para que a proposta se torne um novo marco legal, será necessária a aprovação em ambas as casas do Congresso Nacional: a Câmara e o Senado.

Caso aprovado, o projeto poderá trazer alívio financeiro significativo para as famílias que dependem de cuidados domiciliares, uma vez que as deduções no imposto de renda podem repercutir positivamente no orçamento familiar. A iniciativa reflete uma crescente preocupação com o cuidado à saúde, especialmente em um momento em que a demanda por serviços médicos tradicionais tem crescido, destacando a relevância de explorar alternativas que proporcionem aos cidadãos mais opções e flexibilidade em relação ao atendimento médico e assistencial.

Assim, o futuro deste projeto poderá ter um impacto importante tanto na vida dos cidadãos quanto na estrutura do sistema de saúde brasileiro, se efetivamente implementado. O debate sobre a legislação continua em curso e a expectativa é que a proposta receba a atenção necessária para avançar nas próximas etapas de sua tramitação.

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