CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei propõe inclusão de caneta de adrenalina no SUS para tratar anafilaxia grave. Deputado destaca importância da medida.

Na última quinta-feira (21/02/2024), o deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) apresentou o Projeto de Lei 85/24, que tem como objetivo incluir a caneta de adrenalina autoinjetável entre os medicamentos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta visa a prevenção de anafilaxias decorrentes de reações alérgicas graves.

De acordo com o texto do projeto, os pacientes que necessitarem do uso da medicação deverão comprovar a necessidade por meio de laudo médico. A anafilaxia é uma emergência médica potencialmente fatal que pode afetar diversos órgãos e sistemas simultaneamente, e a administração rápida da adrenalina autoinjetável é fundamental para o tratamento de reações alérgicas graves e anafilaxias.

O deputado Geraldo Resende ressaltou a importância da proposta, destacando que a administração rápida da adrenalina autoinjetável é a primeira linha de tratamento para reações alérgicas graves e anafilaxia, podendo salvar vidas e reduzir o risco de complicações graves, especialmente em locais onde o acesso a serviços médicos pode ser limitado ou demorado.

O Projeto de Lei 85/24 passará por análise nas comissões de Saúde, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta seguirá o rito de tramitação caráter conclusivo, ou seja, será votada apenas pelas comissões designadas, dispensando a deliberação do Plenário. No entanto, o projeto perderá esse caráter se houver decisão divergente entre as comissões ou se houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário.

A iniciativa do deputado Geraldo Resende é uma medida importante para garantir o acesso e a disponibilidade de medicamentos essenciais para o tratamento de condições graves. A inclusão da caneta de adrenalina autoinjetável no rol de medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS pode impactar positivamente na prevenção e tratamento de quadros de anafilaxia, oferecendo uma resposta mais ágil e eficaz em situações de emergência médica.

A proposta, se aprovada, representará um avanço na política de saúde pública, assegurando a disponibilidade de medicamentos vitais para a população brasileira, especialmente para aqueles que necessitam de um tratamento imediato e eficiente em casos de reações alérgicas graves.

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