CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei propõe concessão automática do BPC a mulheres resgatadas do trabalho escravo; entenda a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados.

Na última sexta-feira, o deputado Reimont (PT-RJ) apresentou o Projeto de Lei 5760/23 na Câmara dos Deputados, que propõe a concessão automática do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres resgatadas em situações de trabalho escravo ou análogo à escravidão. De acordo com a proposta, essas mulheres teriam direito ao benefício até alcançarem a idade para se aposentar.

Atualmente, as mulheres resgatadas recebem apenas o seguro-desemprego, que pode levar até 60 dias para ser concedido e por apenas cinco parcelas. Com a implementação do projeto, elas teriam acesso a um benefício mais duradouro e condizente com a situação de vulnerabilidade em que se encontram.

O deputado Reimont justificou a importância da medida, ressaltando que muitas mulheres resgatadas acabam retornando para a mesma condição de trabalho escravo por falta de oportunidades de emprego e extrema vulnerabilidade gerada pela falta de renda e baixa escolaridade. Ele enfatizou a necessidade de oferecer suporte e amparo a essas mulheres para que não voltem a cair nas mãos de exploradores.

O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados e passará pela análise das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, o projeto terá impacto direto na vida de centenas de mulheres em situações de vulnerabilidade extrema.

Diante da relevância do tema, a proposta apresentada por Reimont traz à tona a discussão sobre o papel do Estado na proteção e assistência às vítimas de trabalho escravo, visando não apenas a punição dos responsáveis, mas também a garantia de direitos e a inserção social das mulheres resgatadas.

O debate em torno do Projeto de Lei 5760/23 é fundamental para a reflexão sobre as medidas necessárias para combater efetivamente o trabalho escravo e oferecer suporte às vítimas, sinalizando um passo importante na construção de políticas públicas voltadas para a proteção e empoderamento das mulheres em situações de vulnerabilidade extrema.

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