Atualmente, as mulheres resgatadas recebem apenas o seguro-desemprego, que pode levar até 60 dias para ser concedido e por apenas cinco parcelas. Com a implementação do projeto, elas teriam acesso a um benefício mais duradouro e condizente com a situação de vulnerabilidade em que se encontram.
O deputado Reimont justificou a importância da medida, ressaltando que muitas mulheres resgatadas acabam retornando para a mesma condição de trabalho escravo por falta de oportunidades de emprego e extrema vulnerabilidade gerada pela falta de renda e baixa escolaridade. Ele enfatizou a necessidade de oferecer suporte e amparo a essas mulheres para que não voltem a cair nas mãos de exploradores.
O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados e passará pela análise das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, o projeto terá impacto direto na vida de centenas de mulheres em situações de vulnerabilidade extrema.
Diante da relevância do tema, a proposta apresentada por Reimont traz à tona a discussão sobre o papel do Estado na proteção e assistência às vítimas de trabalho escravo, visando não apenas a punição dos responsáveis, mas também a garantia de direitos e a inserção social das mulheres resgatadas.
O debate em torno do Projeto de Lei 5760/23 é fundamental para a reflexão sobre as medidas necessárias para combater efetivamente o trabalho escravo e oferecer suporte às vítimas, sinalizando um passo importante na construção de políticas públicas voltadas para a proteção e empoderamento das mulheres em situações de vulnerabilidade extrema.





