A proposta visa proteger os direitos dos jovens, evitando abandono e traumas psicológicos resultantes da detenção de um dos responsáveis. É importante ressaltar que a notificação deve ocorrer mesmo que o outro genitor ou responsável legal esteja presente na cena da prisão, sinalizando uma intenção de padronizar os procedimentos nas delegacias e reforçar a responsabilidade do Estado em cuidar dos mais vulneráveis.
A deputada Camila Jara, do PT de Mato Grosso do Sul, foi a responsável pela estruturação do projeto, e a relatora, deputada Rogéria Santos, do Republicanos da Bahia, expressou sua aprovação e destacou a urgência de um aviso rápido ao Conselho Tutelar. “A falta de comunicação imediata pode agravar o risco de desassistência, deixando as crianças sem o suporte necessário em momentos críticos”, afirmou Santos. Para ela, as ações do Estado devem transcender a esfera penal, considerando também o impacto no ambiente familiar.
No decorrer da análise, a deputada Rogéria Santos fez ajustes na redação original, substituindo “menores de 18 anos” por “crianças e adolescentes”, uma modificação que alinha a proposta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reconhecendo esses jovens como sujeitos de direitos.
O próximo passo na tramitação do projeto acontece em um caráter conclusivo, o que significa que será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, sem a necessidade de votação no Plenário da Câmara, a menos que surjam divergências. Para que a proposta se transforme em lei, ainda precisa ser aprovada pelos senadores e receber a sanção presidencial. Essa medida, se implementada, poderá fornecer um nível adicional de proteção e assistência para as crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade.
