CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei prevê prazo de validade para testamento de emergência em circunstâncias excepcionais na Câmara dos Deputados

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) apresentou o Projeto de Lei 196/24, que propõe a validade do chamado testamento de emergência, redigido de próprio punho e sem a presença de testemunhas, em situações excepcionais como o risco iminente de morte. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados e visa estabelecer um prazo de validade para este tipo de testamento.

De acordo com a proposta, o testamento de emergência perderá sua validade caso não seja confirmado em até 90 dias por um procedimento mais tradicional, que inclui a presença de três testemunhas. Além disso, o documento será invalidado se a pessoa que o redigiu não vier a falecer nas circunstâncias que o justificaram. Atualmente, a confirmação desse tipo de testamento fica a critério do juiz, e a deputada Laura Carneiro argumenta que é necessário garantir a autenticidade e a vontade real do declarante.

A inspiração para a proposta veio da 7ª Jornada de Direito Civil, realizada em 2015 pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Laura Carneiro destaca a importância de, após a situação de excepcionalidade ter passado, confirmar o testamento por vias legais convencionais, evitando que essa modalidade se torne uma forma de contornar as formalidades previstas para a elaboração de um testamento.

O Projeto de Lei seguirá em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo, e se aprovado, será encaminhado diretamente para o Senado. A proposta é vista como um avanço na legislação referente aos testamentos de emergência, garantindo a segurança jurídica e a proteção da vontade do declarante em situações extremas.

Por Tiago Miranda, com edição de Rachel Librelon.

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