CAMARA DOS DEPUTADOS –

Projeto de Lei Pretende Proibir Venda de Cigarros Eletrônicos e Incentivar Campanhas Educativas Contra o Uso entre Adolescentes

O cenário da saúde pública no Brasil pode ganhar novos contornos com a apresentação do Projeto de Lei 2466/26, que visa proibir a venda, importação e publicidade de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), como cigarros eletrônicos, vapes, pods e e-cigs. A proposta, que se insere na luta contra o uso de substâncias prejudiciais por adolescentes, busca principalmente coibir a crescente popularidade desses dispositivos entre os jovens, preocupando autoridades e especialistas.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já restrige a comercialização desses produtos, mas o projeto de lei visa transformar essa proibição em uma norma legal abrangente, atualizando assim o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O autor da proposta, deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), defende que a iniciativa é essencial para enfrentar a realidade alarmante do aumento do uso de dispositivos eletrônicos por adolescentes. “A abordagem educativa é fundamental, priorizando a conscientização como ferramenta de política pública eficaz”, afirmou o deputado.

Além de proibir o uso desses dispositivos, o projeto prevê a implementação de campanhas educativas nas escolas, a serem realizadas de forma contínua, para prevenir o uso de álcool e tabaco entre crianças e adolescentes. O Ministério da Saúde será o responsável por fomentar campanhas públicas de conscientização sobre os perigos desses produtos e estimular a veiculação de mensagens educativas em pontos de venda.

O próximo passo para que a proposta se torne lei envolve sua análise pelas comissões de Saúde e de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação ocorrerá em caráter conclusivo, ou seja, as comissões poderão aprovar ou rejeitar o texto sem passar pelo plenário da Câmara, a menos que haja um recurso assinado por 52 deputados.

Caso a proposta avance conforme o planejado, ela precisará da chancela não só da Câmara dos Deputados, mas também do Senado, para entrar em vigor e contribuir para a proteção da saúde da população jovem brasileira. A proposta, portanto, representa um passo significativo na luta contra a utilização de substâncias nocivas e na promoção de um ambiente mais saudável para as futuras gerações.

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