CAMARA DOS DEPUTADOS – “Projeto de Lei Autorizando Juros Maiores em Empréstimos de Fundos de Pensão Avança na Câmara para Garantir Aposentadorias mais Sustentáveis”

Câmara dos Deputados Analisa Projeto que Revoga Limite de Juros para Empréstimos de Fundos de Pensão

Em um movimento que pode impactar significantemente o setor de previdência complementar, a Câmara dos Deputados está avaliando o Projeto de Lei 237/26, que propõe a revogação do limite de juros sobre empréstimos concedidos por fundos de pensão a seus participantes. Com a proposta, esses fundos ficariam isentos da aplicação da Lei da Usura, atualmente vigente e que impõe a taxa máxima de 12% ao ano para esse tipo de operação financeira.

O autor do projeto, o deputado Tadeu Veneri, do Partido dos Trabalhadores do Paraná, defende que a mudança é crucial para assegurar a proteção das aposentadorias futuras, além de enfatizar que as entidades fechadas de previdência não têm como objetivo o lucro, mas sim a rentabilização dos seus ativos para garantir a viabilidade dos planos de benefícios. Veneri argumenta que a imposição do teto de juros pela Justiça tem ameaçado o equilíbrio dos planos, podendo levar a uma exigência de contribuições adicionais por parte dos participantes nas situações em que os fundos não conseguem adequar suas receitas e pagamentos.

A proposta também sugere que a Lei 14.905/24, que regula a aplicação de juros e correção monetária nos contratos, inclua os fundos de pensão na lista de exceções às restrições da Lei da Usura — um rol que atualmente já contempla instituições financeiras como bancos. O deputado destaca que a subordinação às limitações da lei vigente desvirtua a função destas entidades, comprometendo a rentabilidade dos ativos e reduzindo sua capacidade de cumprir as exigências atuarialmente definidas.

Se aprovado, o projeto seguirá para análise das comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em um trâmite que será realizado em caráter conclusivo. Para a proposta se transformar em lei, ela ainda precisa passar pela aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal, o que poderá gerar intensos debates sobre o futuro da previdência complementar no Brasil.

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