Projeto de Lei Busca Tornar Mais Rigorosa a Progressão de Regimes Prisionais para Crimes Graves
O Projeto de Lei 1944/26 propõe uma diminuição nas oportunidades de progressão de regime para presos condenados por crimes considerados graves, estabelecendo critérios mais rigorosos que visam aumentar a segurança e a justiça no sistema penal. Essa iniciativa, apresentada pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), é uma resposta às crescentes preocupações com a reincidência e a segurança pública.
A proposta determina percentuais mínimos que os condenados devem cumprir de suas penas antes de serem considerados para a progressão de regime. De acordo com o texto, um criminoso primário condenado por um crime hediondo deverá cumprir ao menos 70% da pena, enquanto aquele que for condenado por um crime hediondo com resultado morte deverá cumprir 75% sem a possibilidade de livramento condicional. Reincidentes em crimes sobre a mesma classificação têm exigências ainda mais severas, com percentuais que variam de 80% a 85% da pena, conforme a gravidade do delito.
O projeto também busca restaurar a Lei Raul Jungmann (Lei 15.358/26), que está inserida na Lei de Execução Penal. A intenção é consolidar um marco legal que elimine interpretações que possam permitir a flexibilização das penas, especialmente após recentes modificações promovidas pela chamada Lei da Dosimetria, que, segundo Abi-Ackel, pode levar a uma situação em que condenados por crimes violentos avancem em seus regimes com apenas 16% ou 25% da pena cumprida.
“Nosso objetivo é evitar retrocessos no endurecimento do combate ao crime organizado”, afirmou o deputado, ressaltando a necessidade de blindar a legislação contra interpretações que possam beneficiar criminosos de alta periculosidade.
O Projeto de Lei atualmente aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas, devido a um pedido de urgência aprovado, poderá passar diretamente pelo Plenário da Câmara. Para que a proposta se torne lei, ainda precisará ser aprovada pelo Senado, numa etapa crucial para a efetivação das mudanças propostas.
As implicações dessa proposta são vastas e refletem uma crescente demanda da sociedade por um sistema penal mais rigoroso e menos permissivo, especialmente em relação a crimes que ameaçam a segurança coletiva. O debate está longe de ser encerrado, mas a tramitação avança, prometendo ser um divisor de águas no combate à criminalidade no país.
