CAMARA DOS DEPUTADOS – Pirataria e contrabando geram perdas de R$ 473,2 bilhões à economia brasileira, alerta Câmara dos Deputados em debate sobre danos e evasão fiscal.

Prejuízos com Pirataria em Alta: Debate na Câmara dos Deputados

No dia 14 de julho de 2026, uma importante discussão sobre os impactos da pirataria e contrabando na economia brasileira ocorrerá na Câmara dos Deputados. A comissão externa designada para debater o tema reunirá seus membros às 15 horas, no plenário 9, sob a convocação do deputado Júlio Lopes, do PP-RJ. O parlamentar expressa sua preocupação com as crescentes perdas tributárias geradas por práticas ilegais que afetem diversos setores econômicos.

Um relatório do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade aponta que, em 2025, a pirataria causou um estrondoso prejuízo à economia nacional, estimado em R$ 473,2 bilhões. Dessa quantia, R$ 146,8 bilhões são atribuídos à evasão fiscal direta. De acordo com o deputado, as formas de atuação da pirataria são variadas e incluem subfaturamento aduaneiro, fraude tributária, venda de produtos sem a devida nota fiscal e falsificação de selos fiscais. Essas práticas não apenas comprometem a arrecadação de impostos, mas também prejudicam a concorrência leal entre empresas, gerando um ambiente econômico desfavorável.

A discussão na Câmara busca levantar propostas e soluções para mitigar os danos causados por essas atividades ilegais. A presença de representantes de diversos segmentos da sociedade civil, além de informações técnicas de órgãos governamentais, será fundamental para evidenciar os efeitos danosos da pirataria. O deputado Júlio Lopes reitera a necessidade de um debate amplo que envolva legisladores, empresários e especialistas, a fim de criar estratégias efetivas de combate a esses crimes.

O fenômeno da pirataria não é uma novidade no Brasil, mas o crescimento acentuado das perdas nos últimos anos levanta um sinal de alerta. O deputado Lopes ainda destaca que a falta de ações concretas pode comprometer não apenas a economia em termos de arrecadação, mas também impactar negativamente a geração de empregos e o desenvolvimento das empresas que operam na legalidade. A expectativa é que a reunião de hoje sirva como um ponto de partida para a construção de um marco regulatório mais robusto e efetivo, capaz de enfrentar os desafios impostos pela ilegalidade.

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