Os dados apresentados no Atlas são alarmantes e indicam que a obesidade não apenas afeta a saúde da população, mas também tem repercussões diretas nos sistemas de saúde pública e na produtividade econômica. Segundo o deputado, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, junto com refrigerantes e bebidas açucaradas, é um dos principais fatores por trás dessa epidemia. Esses produtos, caracterizados por altos teores de açúcares, gorduras e sódio, estão associados a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e problemas cardiovasculares.
Além disso, o Atlas revela que, em 134 países, incluindo o Brasil, crianças entre 6 e 10 anos consomem mais de 100 ml diariamente de bebidas açucaradas, um fator que eleva a probabilidade de obesidade infantil. Diante desse cenário, Padre João enfatiza a urgência de implementar políticas públicas que promovam ambientes alimentares saudáveis.
Uma proposta em destaque é a tributação seletiva sobre produtos nocivos, que visa desestimular o consumo desses itens e, consequentemente, contribuir para a diminuição de fatores de risco relacionados às doenças crônicas. O deputado lembra que a recente reforma tributária no Brasil introduziu o Imposto Seletivo, projetado para incidir sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A oportunidade de definir alíquotas e critérios para este imposto pode ser crucial para alinhar as políticas fiscais às evidências científicas e às estratégias de promoção da saúde. O debate que se aproxima é, portanto, um passo importante para enfrentar essa questão de saúde pública com a seriedade que ela demanda.





