CAMARA DOS DEPUTADOS – Novo Estatuto do Aprendiz e Fim da Escala 6×1: Mudanças Significativas na Jornada de Trabalho em 2026

No primeiro semestre de 2026, uma transformação significativa no cenário trabalhista brasileiro se destacou: a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a antiga escala 6×1. Após ser ratificada pela Câmara dos Deputados em maio, a proposta aguarda agora votação no Senado. Esse avanço legislativo é parte de um ciclo produtivo que, só no Plenário, contabilizou 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias e outras propostas, somando um total de 163 iniciativas.

A proposta, originada do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e sob a relatoria de Leo Prates (Republicanos-BA), estabelece uma jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, seguidas por dois dias de descanso. Um aspecto crucial da emenda é que a redução da jornada ocorrerá de forma gradual e sem a diminuição dos salários, garantindo aos trabalhadores uma transição tranquila. Com a promulgação da nova norma, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

O novo texto prevê que, após dois meses da publicação da emenda, a jornada para os contratados sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) será ajustada para 42 horas semanais, que diminuirão para 40 horas ao fim de 14 meses. Exceções poderão ser feitas para certas carreiras, mantendo sempre a média delineada pela nova regra. Além disso, setores essenciais, como saúde e segurança, terão a possibilidade de adotar regímenes especiais para garantir o funcionamento contínuo.

Outra relevante iniciativa aprovada foi o Estatuto do Aprendiz, que reformula as regras do contrato de aprendizagem, abrangendo jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência. As empresas que não conseguirem oferecer práticas de aprendizagem poderão contribuir com um pagamento específico à Conta Especial da Aprendizagem Profissional, sendo essa contribuição válida por até 12 meses e exigindo um valor que corresponda a parte da multa prevista por aprendiz não contratado.

Os aprendizes também terão garantidos direitos como vale-transporte, estabilidade durante a gravidez e férias coincidentes com o período escolar, além de uma série de outras proteções. A nova legislação traz um avanço importante, proporcionando uma estrutura mais segura e justa para aqueles que buscam a inserção no mercado de trabalho. Além do mais, a contratação de aprendizes se tornará facultativa para pequenos estabelecimentos e organizações sem fins lucrativos, simplificando as obrigações para esses empregadores.

Essas mudanças representam um passo significativo rumo a um ambiente de trabalho mais adaptado às necessidades contemporâneas e ao bem-estar dos trabalhadores brasileiros, reforçando o compromisso do Legislativo com a melhoria das condições laborais no país.

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