Durante a audiência, o reitor da UFFS, João Alfredo Braida, destacou que a cisão da universidade prejudica o projeto de estruturação em andamento e reduz a capacidade de disputa por recursos de editais. Braida enfatizou a importância de fortalecer e consolidar os campi já existentes, ao invés de criar uma nova instituição federal.
Os gestores dos campi de Realeza e Laranjeiras do Sul, Marcos Antônio Beal e Manuela Pereira, também se posicionaram contra a emancipação das unidades paranaenses da UFFS. Eles ressaltaram que já estão operando no limite da estrutura física e a divisão não contribuiria para o crescimento.
Durante a audiência, a diretora de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação, Tânia Mara Francisco, afirmou que a criação de uma universidade federal requer pelo menos 2.800 vagas para alunos, quantidade não atendida pelos campi de Realeza e Laranjeiras do Sul. Ela ressaltou que, no momento, o MEC não tem planos para a criação de novas instituições federais, priorizando a consolidação das estruturas existentes.
O projeto de criação da UFI aguarda votação na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. O relator, deputado Felipe Francischini (União-PR), apresentou parecer favorável. Caso não seja arquivado, o texto ainda passará por outras três comissões na Câmara e no Senado. O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) anunciou que solicitará o arquivamento do projeto, destacando a necessidade de ampliar o debate com a comunidade acadêmica.





