O projeto define risco elevado por meio de indicadores claros, como ameaças de morte, histórico de agressões, tentativas de estrangulamento e perseguições dialógicas. Além disso, a identificação desse nível de perigo poderá ser realizada por autoridades como a polícia, o Ministério Público ou equipes especializadas, seguindo protocolos nacionais que visam oferecer uma resposta rápida e padronizada em todo o país.
De acordo com o autor da proposta, o deputado Defensor Stélio Dener, a morosidade entre a denúncia e a decisão judicial coloca as mulheres em uma situação extremamente vulnerável. Estudos revelam que muitos casos de feminicídio ocorrem logo após a vítima ter buscado auxílio, o que torna urgente a necessidade de um sistema mais ágil e eficaz. Dener argumenta que “a rapidez da resposta do Estado é um fator determinante para a preservação da vida”, enfatizando que a definição de um prazo objetivo ajudaria a fortalecer as medidas já existentes na legislação.
Com relação aos próximos passos da proposição, o projeto será avaliado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser transformado em lei, ele precisará passar pela aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Essa iniciativa destaca a importância de um sistema legal mais ágil e eficaz na proteção das mulheres, refletindo uma crescente conscientização sobre a necessidade de ações rápidas diante da violência de gênero.
