CAMARA DOS DEPUTADOS – Empresários Pedem Redução de Encargos Trabalhistas para Aumentar Competitividade dos Produtos Brasileiros em Audiência da Câmara dos Deputados

Redução de Encargos Trabalhistas é Destaque em Debate na Câmara dos Deputados

No último dia 7 de maio, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados acolheu um importante debate sobre a competitividade dos produtos brasileiros no mercado. Representantes do setor empresarial destacaram a necessidade de uma drástica redução nos encargos trabalhistas como solução para enfrentar a concorrência dos produtos importados.

Durante a audiência, a discussão não se restringiu apenas à necessidade de desoneração, mas também se estendeu às propostas de redução da jornada de trabalho, que estão atualmente em análise pelos parlamentares. Fábio Augusto Pina, representante da Fecomércio de São Paulo, trouxe à tona a questão da viabilidade da discussão em ano eleitoral, alegando que a produtividade deveria ser o foco principal. Ele enfatizou que a questão da jornada de trabalho não deve ser um tema a ser abordado de forma apressada em um cenário político conturbado.

Roberto Ordine, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, ofereceu uma perspectiva mais pragmática, sugerindo que já existem mecanismos estabelecidos para a negociação de escalas de trabalho reduzidas, como os acordos trabalhistas. Questionou a necessidade de intervenção governamental nessa área, propondo uma abordagem mais flexível que atenda às especificidades do setor.

A deputada Adriana Ventura, do partido Novo-SP, que convocou o debate, sublinhou a importância de incluir representantes patronais em futuras audiências, especialmente sobre a controvérsia envolvendo a jornada de trabalho 6×1.

Durante as explanações, o conceito do “Custo Brasil” foi abordado, sendo definido como um dos grandes entraves para a competitividade das empresas brasileiras. O economista Carlos Costa estimou esse custo em impressionantes R$ 1,5 trilhão anuais, comparando o ambiente de negócios no Brasil com o de nações desenvolvidas. Costa defendeu não apenas a redução de encargos trabalhistas, mas também a criação de um novo marco regulatório para o setor elétrico, imprescindível para melhorar a competitividade.

Pina também alertou para o impacto da qualidade do ensino básico na produtividade nacional, um aspecto que, segundo ele, deve ser tratado com urgência, assim como a proposta de um novo teto de gastos para o setor público. Essa medida visa a redução do endividamento e a consequente diminuição na taxa de juros básica.

Renato Corona, da Fiesp, destacou que a diferença de preço entre produtos nacionais e importados gira em torno de 24,1%. Ele também trouxe à tona o peso da carga tributária, que representa 32,5% do PIB brasileiro, frente aos 26,5% observados em países parceiros, reforçando a urgência em discutir a desoneração como um caminho para reverter esse cenário operacional adverso.

Os debates seguem em um contexto de crescente pressão sobre o governo para encontrar soluções que tornem o Brasil mais competitivo.

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