A escolha do dia 7 de maio não foi aleatória. Esta data marca um trágico acidente acontecido em 2009, em Curitiba, onde o então deputado estadual Fernando Carli Filho, ao dirigir sob o efeito de álcool e em alta velocidade, se envolveu em uma colisão que resultou na morte dos jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida. Este caso chocou o país e levantou um acalorado debate sobre a impunidade nas infrações de trânsito, especialmente em relação a figuras públicas. Em 2018, Fernando Carli Filho foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, sentença que foi reduzida para 7 anos e 4 meses após recurso, e posteriormente passou a cumprir pena em regime aberto.
A proposta da nova legislação teve sua origem em um projeto de lei apresentado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e foi aprovada na Câmara dos Deputados em março deste ano. A criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito é um importante passo para que a sociedade se una em torno da causa, refletindo sobre a necessidade de mudanças nas leis e na cultura de segurança viária.
Com a promulgação dessa lei, espera-se que a data sirva como um chamado à ação, incentivando iniciativas que promovam a educação no trânsito e o respeito às normas de segurança. Além disso, a data deve servir para que amigos e familiares das vítimas possam se reunir e honrar a memória daqueles que perderam a vida em acidentes que poderiam ter sido evitados. A conscientização continua sendo fundamental para reduzir o número de tragédias nas estradas brasileiras.






