CAMARA DOS DEPUTADOS – “Deputados Aprovaram Projeto que Garante Acesso a Contraceptivos Gratuitos para Todas as Mulheres no SUS”

Comissão da Câmara Aprova Acesso a Contraceptivos Gratuitos no SUS para Mulheres em Idade Reprodutiva

Na última terça-feira, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um importante passo ao aprovar um projeto que assegura o direito de acesso gratuito a implantes contraceptivos de longa duração para mulheres em idade reprodutiva atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto tem como objetivo proporcionar às mulheres não apenas acesso a métodos contraceptivos eficazes, mas também o direito à escolha.

O texto aprovado, um substitutivo da relatora Flávia Morais, deputada pelo partido MDB de Goiás, amplia significativamente o alcance da proposta inicial, que previa a oferta gratuita apenas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Com a nova abordagem, todas as mulheres atendidas pela rede pública poderão ter acesso aos implantes, com prioridade forçadas às mais vulneráveis.

Flávia Morais destacou a eficácia dos implantes, que possuem uma taxa de sucesso superior a 99%. A deputada frisou ainda a importância da autonomia feminina ao afirmar: “A aprovação deste projeto é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais justa, em que a maternidade seja uma escolha e não uma imposição do destino.”

A proposta vem alinhada com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e com os direitos ao planejamento familiar estabelecidos pela Constituição. Com a aprovação, espera-se que as mulheres possam tomar decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva.

Atualmente, o SUS oferece uma gama de métodos contraceptivos, como preservativos, DIU de cobre, pílulas anticoncepcionais, e na última atualização, o implante subdérmico de etonogestrel. Até anteriormente, a única opção reversível de longa duração disponível havia sido o DIU de cobre.

O próximo passo para que a proposta se torne lei envolve a análise pelas Comissões de Saúde, Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e Cidadania. O processo deve seguir um padrão conclusivo, mas a medida final exige aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. Esta mudança representa uma significativa alteração na política pública de saúde, refletindo um avanço no respeito aos direitos reprodutivos das mulheres no Brasil.

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