Durante a audiência pública, Zeca Dirceu expressou seu desejo de sugerir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a análise das propostas relacionadas à Educação a Distância que estão em tramitação na Casa. O decreto estabelece que no mínimo 10% das aulas devem ser presenciais e 10% devem ocorrer em tempo real, sendo que cursos como medicina só serão permitidos de forma presencial.
Porém, as recentes atualizações nas diretrizes curriculares nacionais pelo CNE aumentaram o percentual mínimo de aulas presenciais nas licenciaturas para 50%, o que ainda aguarda homologação do Ministério da Educação. A indefinição sobre o tema levou a diversos posicionamentos na audiência, incluindo a opinião da deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), que ressaltou a importância de respeitar os limites estabelecidos pelo decreto.
Representantes do ensino superior privado, majoritariamente responsáveis pela oferta de cursos a distância, criticaram a instabilidade das regras e defenderam a qualidade do ensino independente do formato. A conselheira Maria Paula Bucci justificou a medida com base na baixa qualidade dos cursos de licenciatura a distância, citando dados do Ministério da Educação que apontam que mais da metade desses cursos possui notas 1 ou 2 no Enade, em uma escala de 1 a 5.
Diferentes visões sobre o tema foram expostas durante a audiência, com defensores da EAD argumentando a favor da democratização do acesso ao ensino superior, enquanto outros enfatizaram a importância da qualidade e da interação presencial para a formação docente. A discussão permanece em aberto, com a necessidade de se encontrar um equilíbrio entre a expansão do ensino a distância e a garantia da qualidade educacional.
