CAMARA DOS DEPUTADOS – “Deputado Roberto Duarte Propõe Renegociação de Dívidas do Fies para Beneficiar Mais de 1,2 Milhão de Estudantes Atrasados”

O Projeto de Lei 709/26, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, busca oferecer uma solução para a relacionada à inadimplência do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A proposta do deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC) visa renegociar dívidas em atraso de estudantes que possuem contratos até o segundo semestre de 2024 e que estão em fase de cobrança administrativa ou judicial.

Uma das inovações trazidas pelo projeto é a alteração na legislação que regulamenta o Fies, permitindo que novas rodadas de renegociação aconteçam a cada dois anos. Os estudantes poderão acessar essas renegociações sem a imposição de taxas, podendo optar por plataformas digitais ou atendimento presencial nos bancos, facilitando o processo.

O projeto oferece ainda suporte especial para estudantes cuja situação financeira se enquadra em certas condições, como aqueles registrados no Cadastro Único e com renda familiar de até três salários mínimos, além de moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Para esses grupos, as reduções nas dívidas atrasadas seriam ampliadas em dez pontos percentuais, representando uma medida adicional para garantir acesso ao ensino superior.

Outra disposição relevante do texto estabelece diferentes formas de quitação de dívidas. Para débitos com mais de um ano de atraso, por exemplo, haverá a possibilidade de pagamento em parcela única, com descontos substanciais nos encargos moratórios e juros. Já os débitos com atraso entre 90 e 359 dias poderão ser quitados com descontos expressivos e também podem ser parcelados.

A situação da inadimplência no Fies é alarmante, com cifras que superam R$ 17,9 bilhões em dívidas não pagas, afetando mais de 1,2 milhão de estudantes. O deputado Duarte ressaltou que essa condição não só compromete a dignidade dos jovens como também constitui um obstáculo à recuperação econômica do país.

O próximo passo para a proposta envolve análise pelas comissões de Educação, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça, sendo necessária a aprovação da Câmara e do Senado para que a lei entre em vigor. A expectativa é que medidas como essa possibilitem um reequilíbrio na situação dos estudantes, promovendo um acesso mais amplo e justo à educação no Brasil.

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