“Não haverá concessões inegociáveis. O nível de flexibilização para a aprovação do texto dependerá de cada um de vocês: da mobilização, da pressão”, afirmou, enfatizando a importância de se alcançar os 308 votos necessários para a aprovação, considerando que atualmente o apoio é limitado a cerca de 114 votos.
Durante a audiência, representantes de sindicatos expressaram a urgência de se estabelecer a nova jornada de trabalho com dois dias de descanso, pedindo ao deputado que evite uma transição prolongada. A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, Vanessa Brasil, salientou que a sociedade já aguarda há 40 anos por avanços reais na legislação trabalhista. “Estamos há 40 anos em transição. Precisamos superar esse impasse e conquistar condições melhores para a classe trabalhadora”, declarou.
Por outro lado, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, representada por Carlos Kurtz, defendeu que a definição da jornada de trabalho e da escala deve ser fruto de negociação coletiva. Segundo Kurtz, a imposição de uma carga horária reduzida sem flexibilidade pode prejudicar a competitividade da indústria nacional, impactando diretamente no custo de vida dos trabalhadores e gerando riscos de desemprego.
O texto da proposta de redução da jornada será apresentado em uma comissão especial no dia 25 de maio e, segundo as expectativas, o Plenário da Câmara deve votar a matéria ainda nesta semana. A discussão sobre os direitos trabalhistas e as condições de trabalho segue em pauta, refletindo a luta contínua por melhores condições para os trabalhadores brasileiros. A intensidade dos debates evidencia as divergências entre a necessidade de atualização da legislação e a realidade do setor produtivo.
