CAMARA DOS DEPUTADOS – Deputado Amaral pede investigação sobre Sports Media por suspeita de tráfico de influência no Cade e indícios de irregularidades relacionadas ao futebol profissional.

Em um desdobramento que pode impactar o cenário esportivo e econômico, o deputado Luciano Amaral, representante do PSD de Alagoas, protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) em Brasília. O foco da solicitação é a empresa Sports Media Entertainment (SME), envolvendo acusações de crimes contra a honra e tráfico de influência que teriam ocorrido em relação a conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A ação do deputado se baseia em informações veiculadas pela mídia no último dia 26 de junho, quando o Cade decidiu impedir que a Sports Media dificultasse a saída de clubes de futebol do bloco Futebol Forte União (FFU) — um pedido que teve origem no Centro Sportivo Alagoano (CSA). A medida preventiva gerou uma resposta imediata da SME.

Obra de uma comunicação interna controversa, o CEO da Sports Media, Bruno Henrique Pimenta da Silva, enviou um e-mail aos clubes associados poucas horas após a decisão do Cade. No conteúdo da mensagem, ele afirmou que a equipe jurídica da empresa estava em contato com os conselheiros do Cade, os quais teriam a responsabilidade de julgar o caso, insinuando que a decisão poderia ser revista. Notoriamente, o e-mail foi também endereçado ao proprietário e controlador da SME, Carlos Gamboa.

Amaral argumenta que essa mensagem levanta preocupações sobre uma possível proximidade inadequada entre a empresa e os conselheiros do Cade, sugerindo possíveis crimes de difamação qualificada, calúnia, injúria e tráfico de influência. Em busca de esclarecimentos, o deputado pediu ao MPF que realizasse uma série de diligências que incluem a obtenção do conteúdo completo do e-mail e seus metadados, ouvir depoimentos de Pimenta da Silva e Gamboa, e a apuração da cadeia interna de decisões da Sports Media para identificar os responsáveis pela comunicação controversa.

Além dessa representação, Luciano Amaral também se tornou uma voz ativa pelo estabelecimento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria o suposto uso do futebol profissional em operações financeiras que possam ser consideradas suspeitas ou até mesmo ilícitas. Essa iniciativa ressalta a crescente preocupação com a integridade do esporte e a correta condução das relações comerciais que o cercam. O desdobramento desta situação continua a ser monitorado de perto, dada sua complexidade e as possíveis repercussões que pode ter na administração do futebol brasileiro e nas relações comerciais no setor.

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