CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão Mista Aprova Reajuste do Piso Salarial dos Professores para 2026, com Valor de R$ 5.130,63 e Garantias de Transparência na Atualização.

Na última terça-feira, 19 de maio de 2026, a comissão mista que se dedicou à análise da medida provisória que propõe o reajuste do piso salarial para os professores da educação básica aprovou o relatório inspecionado pela senadora Professora Dorinha Seabra, do União de Tocantins. O novo piso salarial, que sofrerá um aumento de 5,4% em 2026 em relação a 2025, será estabelecido em R$ 5.130,63 para os profissionais que atuam em uma carga de 40 horas semanais, incluindo os temporários.

Durante a discussão, a relatora garantiu que todos os profissionais da educação receberão pelo menos o equivalente ao piso referente à formação de nível médio, além de assegurar a dignidade salarial que respeite a formação e a atuação dos docentes. Essa medida é um marco importante para a valorização dos educadores, refletindo o compromisso do governo em reconhecer a importância do trabalho docente no Brasil.

O cálculo para o reajuste do piso salarial será baseado na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e na média da variação percentual da receita real, considerando a contribuição de estados, do Distrito Federal e dos municípios para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, conhecido como Fundeb, ao longo dos cinco anos anteriores. A inovação introduzida pelo relatório é que o Ministério da Educação se compromete a divulgar anualmente todos os dados da memória de cálculo utilizada para o reajuste, em uma plataforma digital acessível ao público.

A relatora destacou a importância da transparência, afirmando que essa iniciativa servirá para que tanto os municípios quanto os estados, além dos profissionais e das entidades representativas da educação, possam acompanhar e auditá-la. Essa mudança garantiria que a correção do piso salarial nunca será inferior à inflação, criando regras claras e justas.

Por sua vez, o presidente da comissão, deputado Idilvan Alencar, enfatizou a urgência de que a medida seja aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado antes de 1º de junho, para que a proposta seja efetivada como lei. “Essa pauta é apartidária. Nós devemos valorizar o professor e apoiar essa causa como parlamentares”, ressaltou Alencar.

Além dessa pauta, se discutiu também a prorrogação até o fim de 2028 do prazo para a União identificar terras de sua propriedade nas margens de rios e no litoral, algo que está diretamente ligado à preservação das áreas ambientais. A medida, que inicialmente tinha um prazo definido, perderá sua validade caso não seja aprovada até a data limite mencionada.

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