Câmara dos Deputados Debate Avanços no Tratamento da Fibrose Cística
Na próxima quarta-feira, 20 de maio de 2026, às 17 horas, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública para discutir a possível incorporação de uma nova terapia tripla no tratamento da fibrose cística, uma doença genética que compromete o funcionamento do organismo. Este debate foi solicitado pelo deputado Diego Garcia, do União-PR, e visa aprofundar a compreensão sobre os impactos sociais e clínicos dessa inovação.
A fibrose cística é caracterizada pela produção excessiva de secreções mais densas do que o habitual, o que leva à obstrução das vias respiratórias e à dificultação da absorção de nutrientes no trato digestivo. Essas complicações tornam a respiração um desafio constante para os pacientes, além de prejudicarem sua nutrição e qualidade de vida. A nova terapia tripla, que combina três medicamentos distintos, tem como objetivo corrigir o funcionamento da proteína afetada pela doença, trazendo esperança para as pessoas que vivem com esta condição.
O deputado Diego Garcia acredita que a audiência pública será fundamental para qualificar o debate sobre os efeitos da terapia, não apenas em termos de saúde, mas também sob a perspectiva social. Segundo ele, a terapia tem o potencial de melhorar significativamente a função pulmonar, reduzir infecções, aumentar o ganho nutricional e diminuir a frequência de hospitalizações. O parlamentar ainda aponta que essa inovação pode contribuir para uma maior inclusão social dos pacientes, além de ampliar a expectativa de vida.
Entretanto, Diego Garcia enfatiza que a incorporação da terapia não resolverá todos os problemas existentes no sistema de saúde. Ele alerta que persistem desafios consideráveis, como a falta de equidade no acesso aos tratamentos, a organização adequada das redes de cuidado, a transição de atendimento entre pediatria e adultologia, além da distribuição desigual de centros especializados em diferentes regiões do país.
O deputado destaca que a discussão gira em torno não apenas do financiamento de tecnologias de alto custo, mas também da sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). A necessidade de uma política pública eficaz para doenças raras e a garantia de que os avanços científicos se traduzam em benefícios concretos para a sociedade são questões centrais neste debate.
Com essas considerações, a audiência promete ser um marco na luta por melhores condições de vida para os portadores de fibrose cística no Brasil.





