CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão de Saúde aprova projeto que prioriza atendimento médico para populações do campo, floresta e águas no SUS, garantindo igualdade no acesso à saúde.

Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados Aprova Projeto de Lei que Prioriza Atendimento Médico a Populações Rurais

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar o Projeto de Lei 1807/19, que visa garantir prioridade no atendimento médico e odontológico para populações que vivem em áreas rurais, florestais e aquáticas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso a consultas, exames e cirurgias para aqueles cujos meios de vida estão ligados à terra e aos recursos naturais.

Os beneficiários dessa proposta incluem agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades ribeirinhas, moradores de reservas extrativistas e pessoas afetadas pela construção de barragens. Essas populações frequentemente enfrentam desafios significativos, como longas distâncias até os centros de atendimento médico e riscos ocupacionais e ambientais, incluindo a exposição a agrotóxicos e acidentes relacionados a animais selvagens.

A relatora do projeto, deputada Juliana Cardoso, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo, sublinhou a importância dessa proposta para promover a equidade no acesso à saúde. Ela afirmou que, apesar das diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a atenção integral a esses grupos, a eficiência do sistema ainda depende da atuação eficaz das equipes de Saúde da Família e da atenção primária. Cardoso destacou que essas equipes são essenciais para facilitar a comunicação e a interação entre as comunidades e a rede de saúde.

O projeto determina que a prioridade no atendimento não anula os protocolos clínicos já existentes. O critério de classificação de risco será respeitado, o que assegura que pacientes com condições mais urgentes recebam atendimento imediato, mesmo com a introdução das novas diretrizes.

Agora, o projeto segue para apreciação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será analisado em caráter conclusivo. Caso seja aprovado, ainda precisará ser votado pelos deputados e senadores, e posteriormente será encaminhado para sanção presidencial. A aprovação desse projeto é um passo crucial na busca por uma saúde mais justa e acessível para todos os brasileiros, especialmente aqueles que vivem em áreas mais isoladas.

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