Câmara dos Deputados Discute Aumento do Trabalho Escravo no Brasil
Nesta quarta-feira, dia 13 de maio de 2026, a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove uma audiência pública crucial para discutir um tema alarmante: o aumento dos registros de trabalho escravo no Brasil. A audiência, convocada pelo deputado Padre João, do PT de Minas Gerais, terá início às 16 horas no plenário 9 e contará com a presença de figuras importantes, incluindo a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O cerne da discussão será o preocupante aumento de 38,3% nos registros de trabalho escravo no país, conforme dados recentes. Além disso, o debate abrangerá as denúncias de violações de direitos humanos que têm ocorrido, principalmente nas cadeias produtivas agrícolas. Esses relatos não apenas impactam a situação interna, mas também reverberam em um contexto internacional, já que o governo dos Estados Unidos iniciou investigações comerciais relacionadas ao Brasil, suspeitando de práticas de “trabalho forçado”.
Um dos pontos destacados pelo deputado Padre João é a análise de materiais elaborados pela organização Repórter Brasil. Esses documentos abordam as condições de trabalho nas lavouras de café do Sul de Minas Gerais, onde há indícios de violações, mesmo em propriedades que possuem certificações. Essas práticas se inserem em cadeias produtivas que alimentam grandes empresas do setor, levantando questões éticas sobre a origem dos produtos consumidos.
“O debate sobre essas denúncias e o crescimento alarmante dos registros de trabalho escravo no Brasil é fundamental. Precisamos fortalecer as políticas públicas de prevenção, fiscalização e responsabilização, protegendo assim os trabalhadores rurais. Esse esforço também é crucial para garantir a integridade das cadeias produtivas brasileiras e preservar a imagem do país no cenário internacional”, comenta o deputado.
A audiência pública representa um passo importante na luta contra a escravidão contemporânea e no combate a violações de direitos humanos, apresentando uma oportunidade para que as autoridades e a sociedade debatam soluções efetivas para um problema que persiste no Brasil.





