A proposta da audiência surge em meio a crescentes preocupações sobre como fenômenos climáticos extremos, como enchentes e secas severas, têm afetado populações vulneráveis, além de comprometer sítios arqueológicos, conjuntos arquitetônicos e acervos de museus. Na avaliação de Motta, essas mudanças climáticas não somente ameaçam a integridade desses patrimônios, mas também aceleram a perda de saberes e tradições que fazem parte da identidade cultural do país.
Durante a audiência, os participantes também terão a oportunidade de discutir a Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas. Este importante documento foi elaborado com o intuito de reconhecer a relevância do patrimônio material e imaterial na conformação de sociedades mais resilientes frente aos desafios impostos pelas transformações ambientais.
O deputado Motta enfatiza que a preservação da diversidade cultural e da memória coletiva é fundamental neste contexto. Ele faz um apelo para que o poder público reforce seu compromisso com a proteção do patrimônio cultural, considerando-o como um “farol” na superação dos desafios desencadeados pela crise climática. Essa é uma oportunidade significativa para que especialistas, ativistas e membros da sociedade civil se unam em prol de uma discussão que pode influenciar políticas públicas e estratégias de conservação.
Assim, a audiência pública se torna não apenas um espaço para debate, mas uma plataforma para a formulação de ações concretas que busquem mitigar os efeitos das mudanças climáticas sobre a rica herança cultural do Brasil. A sociedade, assim como o Estado, é chamada a se unir na busca por soluções que garantam a continuidade da expressão cultural nacional em tempos de incerteza climática.
