Esta proposta abrangerá diversas manifestações culturais do hip hop, como a poesia falada, a música e discotecagem, a dança urbana, as artes visuais urbanas, e o conhecimento de valores como respeito, resistência, paz, união e consciência crítica. A relatora do projeto, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), recomendou a sua aprovação, destacando a importância de incluir essa expressão cultural multifacetada nas escolas.
Talíria Petrone ressaltou que a adoção do hip hop nas escolas públicas fortalece o pensamento crítico, a valorização da cultura das periferias brasileiras e cria espaços de identificação para a juventude negra. A relatora também salientou que o hip hop combate a evasão escolar ao oferecer representatividade e a possibilidade de futuro para os jovens.
Além disso, a proposta está alinhada com as diretrizes do governo federal, que lançou o Programa Escola Nacional de Hip Hop neste ano. A relatora acredita que a institucionalização da política em lei garantirá segurança jurídica e perenidade às ações pedagógicas. As ações propostas poderão ser desenvolvidas de forma interdisciplinar, extracurricular e em parceria com coletivos culturais locais e organizações da sociedade civil.
O projeto ainda precisa passar pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania para ser aprovado. Caso seja aprovado em ambas as casas do legislativo, se tornará lei e contribuirá para a integração e valorização da cultura hip hop nas escolas públicas federais. Este projeto representa um avanço na promoção da diversidade cultural e no reconhecimento das expressões artísticas das periferias brasileiras.




