CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara aprova projeto que garante a militares o cumprimento de penas em unidades prisionais específicas para proteger integridade física dos agentes.

No dia 18 de junho de 2026, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados avançou na análise de um projeto de lei que visa assegurar aos policiais e bombeiros militares o direito de cumprir penas de prisão em unidades militares específicas. O Projeto de Lei 5024/25, de autoria do deputado Sargento Gonçalves, promove mudanças na Lei Orgânica Nacional dos Militares Estaduais, garantindo que essa prerrogativa se mantenha mesmo após condenações definitivas e da possível perda de posto ou graduação.

Um dos pontos centrais da proposta é a revogação de um item que atualmente permite a transferência de militares condenados para unidades prisionais comuns, onde eles teriam que conviver com criminosos que enfrentam em sua rotina de trabalho. Gonçalves defende a medida como um meio de proteger a integridade física dos agentes, ressaltando que a possibilidade de interação com indivíduos com quem constroem um confronto direto no exercício da função representa um sério risco à sua segurança.

O relator do projeto, deputado Delegado Paulo Bilynskyj, endossou a proposta, enfatizando que os perigos enfrentados pelos militares não cessam com o cumprimento da pena. Ele alertou para a vulnerabilidade a que os policiais e bombeiros estão expostos, fazendo referência a possíveis retaliações de organizações criminosas mesmo após a condenação. Bilynskyj também destacou a desigualdade existente na legislação atual, que privilegia os policiais civis ao permitir que cumpram penas em instalações próprias da categoria.

O projeto estabelece uma sequência preferencial de locais para cumprimento da pena, começando pelas unidades prisionais militares da própria corporação. Na ausência dessas, os militares poderiam ser alocados em alojamentos com condições adequadas. Caso não se viabilize nenhuma das opções anteriores, a prisão domiciliar seria considerada a última alternativa.

Atualmente, o projeto está em tramitação com caráter conclusivo, o que significa que pode ser analisado apenas nas comissões designadas, sem necessidade de votação no plenário da casa, a menos que surjam divergências que impeçam esse encaminhamento. A próxima etapa envolve a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser transformado em lei, o projeto ainda precisará passar pela aprovação tanto dos deputados quanto dos senadores.

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