O turismo colaborativo é uma prática inovadora que permite aos hóspedes pagar sua estadia por meio da prestação de serviços nos estabelecimentos hoteleiros, sem a configuração de um vínculo empregatício. As alterações aprovadas reconhecem os produtores rurais e agricultores familiares que oferecem serviços turísticos como parte integrante dessa atividade, possibilitando a expansão do turismo rural.
A relatora do projeto, a deputada Daniela Reinehr (PL-SC), destacou a importância do turismo colaborativo como uma forma de proporcionar uma experiência de viagem mais econômica e enriquecedora. Segundo ela, o projeto busca garantir maior segurança jurídica para essa modalidade de turismo.
Além disso, as alterações propostas definem regras para situações em que viajantes com conhecimentos específicos possam utilizar esses recursos em troca de descontos em hotéis e pousadas em todo o país. O projeto também estabelece a necessidade de um contrato de troca de experiências entre as partes, com a destinação de 20% do tempo total da experiência para entidades beneficentes locais.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e o ex-deputado Paulo Ganime foram os responsáveis por apresentar o projeto, que agora seguirá para análise das comissões de Trabalho, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e do Senado.
Para se tornar lei, o projeto precisará ser aprovado em ambas as casas legislativas. A expectativa é que as próximas etapas da tramitação ocorram de forma rápida e que o turismo colaborativo possa se estruturar de acordo com as novas regulamentações.
