A vaga está aberta devido à aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, e os deputados que competem pela posição são: Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Pode-ES), Odair Cunha (PT-MG), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Destaca-se que Odair Cunha conta com o suporte do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de uma coalizão composta por vários partidos, como MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
Durante a reunião, o relator das indicações, deputado Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT), enfatizou que todos os candidatos possuem as qualificações necessárias, incluindo conhecimento técnico e uma reputação ilibada. Entretanto, os deputados questionaram os candidatos sobre temas pertinentes, como a transparência orçamentária e suas posições a respeito do “orçamento secreto”, bem como a observância do teto salarial no cargo que pretendem assumir.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) indagou se os candidatos tinham feito uso de recursos provenientes do “orçamento secreto” e se estariam dispostos a se declarar impedidos de julgar quaisquer emendas no TCU. Responda em ao debate, Odair Cunha defendeu que a legislação atual já fortaleceu a transparência das emendas parlamentares e rejeitou a ideia de que a indicação desses recursos deva ser criminalizada. Ele também se comprometeu a atuar de maneira técnica, afastando-se de qualquer viés partidário.
A discussão sobre transparência continuou, com Danilo Forte ressaltando a importância de auditorias e propondo mudanças para melhorar o modelo de distribuição das emendas. Outros deputados, como Hugo Leal e Elmar Nascimento, também se posicionaram a favor de uma fiscalização mais rigorosa e se comprometeram com o respeito ao teto salarial.
A importância do TCU, que conta com um total de nove ministros — dos quais seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República — foi ressaltada, destacando suas funções de monitorar as contas do governo federal e a utilização dos recursos públicos. A expectativa é que a votação no Plenário da Câmara, marcada para esta terça-feira, avance para a próxima etapa do processo legislativo, consolidando a escolha do novo ministro.
