CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão aprova proposta que impede sócios de participarem de licitações com múltiplas empresas em substitutivo do relator.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que visa modificar a Lei de Licitações e Contratos Administrativos, com o objetivo de proibir sócios, administradores ou acionistas controladores de utilizarem múltiplas empresas para participar da mesma licitação. O texto aprovado, que é um substitutivo do relator Dagoberto Nogueira, impõe que o agente público responsável pela licitação deve barrar a participação de empresas que tenham sobreposição de sócios, com exceção das companhias abertas que têm ações negociadas em bolsa de valores.

Além disso, a proposta determina que as informações relacionadas aos sócios e administradores das empresas devem ser detalhadas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), incluindo registros no CPF e CNPJ. O deputado relator enfatizou que as mudanças propostas buscam evitar práticas que prejudiquem a competitividade das licitações, impactando na seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública.

O projeto de lei, de autoria do deputado Bibo Nunes e apensado ao PL 1006/24, seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo. Para que se torne lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.

Essa medida visa aprimorar o processo de licitações, garantindo mais transparência e concorrência justa entre as empresas participantes. A fiscalização e controle sobre a atuação dos sócios e administradores é fundamental para assegurar a lisura e eficiência nas contratações públicas, evitando possíveis conflitos de interesse e práticas antiéticas.

A tramitação desse projeto de lei é um passo importante na busca por uma gestão pública mais eficaz e responsável, fortalecendo as bases da democracia e da legalidade no país. O acompanhamento e o debate sobre essas propostas são fundamentais para aprimorar a legislação e garantir a integridade nos processos licitatórios.

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