CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão aprova projeto que torna afastamento do agressor da vítima de feminicídio obrigatória para a polícia em casos de risco à integridade da mulher.

No dia 17 de junho de 2026, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um importante passo em direção ao fortalecimento da proteção às vítimas de violência doméstica. O projeto que altera a Lei Maria da Penha foi aprovado, introduzindo medidas que visam garantir um atendimento mais rigoroso às situações de risco.

A proposta estipula que, em casos onde há ameaça à vida ou integridade da mulher, a polícia deve agir de maneira efetiva e imediata, determinando o afastamento do agressor do lar sem qualquer margem de escolha. Essa mudança se propõe a eliminar a possibilidade de omissão por parte das autoridades em casos de evidente perigo, buscando assegurar a proteção das mulheres que enfrentam situações de violência.

Além disso, o projeto estabelece que delegados, policiais e demais agentes públicos serão responsabilizados, tanto administrativa quanto penalmente, se não cumprirem as orientações da Lei Maria da Penha. Nesse contexto, a vítima ou seus familiares poderão reivindicar indenização em casos de descumprimento das diretrizes, reforçando a importância do comprometimento das autoridades no enfrentamento da violência de gênero.

A relatora do projeto, a deputada Jack Rocha, enfatizou que as mudanças legais recentes ainda não conseguiram contornar o aumento dos casos de feminicídio no Brasil, onde os dados alarmantes indicam que cerca de 90% dos homicídios de mulheres são cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Para Rocha, a urgência no afastamento do agressor e a efetividade das medidas protetivas são essenciais para salvar vidas e prevenir futuras tragédias.

O Projeto de Lei 507/25, que recebeu o apoio da deputada Camila Jara, agora seguirá para análise das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que, se aprovada nas comissões, não precisará ser votada pelo Plenário, a menos que haja recursos. Para se tornar uma lei efetiva, a proposta ainda precisará do aval dos deputados e senadores.

Essas iniciativas refletem um compromisso crescente com a proteção dos direitos das mulheres e a luta contra a violência de gênero, áreas que necessitam de ações constantes e eficazes para promover mudanças significativas na sociedade.

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