CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados vota emendas do Senado para projeto de proteção a juízes e membros do Ministério Público, rejeitando 11 delas.

Na última quarta-feira, dia 4 de dezembro de 2024, a Câmara dos Deputados votou sobre as emendas do Senado ao projeto que visa garantir medidas de proteção pessoal para juízes e integrantes do Ministério Público. O relator do projeto, Rubens Pereira Júnior, foi responsável por conduzir a sessão em que 11 das 14 emendas foram rejeitadas, com as demais pendentes de votação em data futura.

Além de tratar da proteção pessoal dessas autoridades, o projeto busca qualificar os crimes de homicídio e lesão corporal dolosa cometidos contra membros do Ministério Público ou da magistratura no exercício de suas funções. O texto prevê penas mais severas para esses tipos de crimes, com o homicídio qualificado acarretando reclusão de 12 a 30 anos e a lesão dolosa tendo aumento de pena de 1/3 a 2/3 em situações específicas.

Uma das principais discussões durante a votação foi a inclusão de outras categorias profissionais na proposta, como os oficiais de Justiça e os defensores públicos. Parlamentares de diferentes partidos argumentaram a favor da proteção desses profissionais que também enfrentam riscos em suas atividades diárias.

O relator do projeto, Rubens Pereira Júnior, enfatizou que o texto original aprovado pela Câmara visava atender aos acordos estabelecidos com a magistratura e o Ministério Público, rejeitando a inclusão de outras categorias no rol de autoridades protegidas pelo projeto.

Deputados favoráveis à ampliação da proposta argumentaram que oficiais de Justiça e defensores públicos também enfrentam riscos em suas atividades diárias e que é fundamental incluí-los no projeto para garantir sua segurança.

Apesar das divergências, a discussão sobre a proteção de agentes públicos obteve destaque durante a votação, com o reconhecimento da importância de garantir a segurança de todos aqueles que exercem funções essenciais para a sociedade. A tramitação do projeto continua em curso, com novas votações aguardadas para definir questões pendentes.

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