A proposta em questão visa criar regras detalhadas para o fornecimento, revenda e uso de marcas, delineando obrigações e restrições que devem ser observadas entre as partes envolvidas. Zé Adriano enfatiza a importância de um debate mais aprofundado, dado que o texto abrange praticamente todo o setor produtivo. Segundo o deputado, é essencial avaliar a compatibilidade das novas diretrizes com a dinâmica das relações privadas existentes.
Um ponto destacado pelo parlamentar refere-se aos prazos contratuais, que prevêem um mínimo de cinco anos, bem como as responsabilidades em casos de rescisão imotivada. Ele ressalta que essas questões demandam uma análise cuidadosa, especialmente em relação aos impactos que podem gerar na segurança jurídica e nos custos de transação para as empresas.
Além disso, Zé Adriano menciona que há disputas jurídicas em curso no Supremo Tribunal Federal, além de considerações técnicas do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre modelos regulatórios semelhantes. Esse cenário jurídico reforça a necessidade da audiência pública como espaço para a troca de ideias e informações que contribuam para uma elaboração mais eficaz do projeto.
O deputado conclui que a intenção é garantir que a futura norma não apenas institucionalize regras, mas também promova um ambiente de negócios equilibrado, que respeite a liberdade de iniciativa e fomente a concorrência justa no mercado. O debate, portanto, se torna uma oportunidade chave para moldar as diretrizes que impactarão diretamente a forma como fornecedores e distribuidores interagem no Brasil.
