CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Avalia Projeto que Criminaliza Misoginia em Ambiente Virtual com Penas Mais Severas e Foco na Combate ao Ódio contra Mulheres

No dia 16 de junho de 2026, às 17 horas, a Câmara dos Deputados se reunirá para apresentar e votar o relatório final de um grupo de trabalho dedicado ao combate a crimes motivados por misoginia. Este encontro marca um passo significativo na discussão e na formalização de políticas que visam estigmatizar e punir práticas de ódio contra mulheres, especialmente em ambientes virtuais.

O principal foco da reunião será o Projeto de Lei 896/23, que propõe equiparar a misoginia ao crime de racismo. Essa equiparação traria sérias consequências legais, tornando a perseguição motivada por misoginia inafiançável e imprescritível, ou seja, sem prazo para ser deixada de lado no âmbito jurídico. A iniciativa é vista como uma resposta necessária a um problema crescente, conforme reconhecido pela coordenadora do grupo, deputada Tabata Amaral, do PSB de São Paulo.

Tabata Amaral enfatizou a necessidade de aperfeiçoar o texto do projeto para evitar ambiguidades e garantir que todas as práticas associadas à misoginia sejam eficácia legalmente abordadas. Entre as alterações sugeridas, destaca-se a punição a grupos que disseminam ódio contra mulheres nas redes sociais. A deputada alertou para a crescente relevância da monetização de conteúdos que incitam o ódio, onde influenciadores podem usar esse tipo de discurso para atrair audiência e, consequentemente, lucro com seus cursos e serviços.

A proposta delineia penas rigorosas para quem induzir ou incitar a misoginia em ambientes digitais, com penas que variam de um a três anos de reclusão, além de multas consideráveis. Em casos em que houver intenção de lucro econômico, as sanções podem ser ainda mais severas, incluindo a suspensão permanente das contas utilizadas para perpetuar tais crimes.

Este debate se insere em um contexto mais amplo de luta contra a violência de gênero, trazendo à tona a urgência de um quadro legal que não apenas reconheça a misoginia como um crime, mas que também promova uma cultura de respeito e valorização das mulheres. A esperança é de que as medidas discutidas nesta reunião possam efetivamente contribuir para a erradicação do ódio e da desigualdade de gênero em nossa sociedade.

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