A iniciativa reconhece a importância das tecnologias assistivas como instrumentos valiosos que podem facilitar a permanência e o aprendizado de esses alunos na rede de ensino. No entanto, a proposta estabelece que o uso dessas ferramentas deve ser pensado de forma a integrar objetivos tanto clínicos quanto pedagógicos, promovendo um desenvolvimento mais holístico dos estudantes.
É importante ressaltar que os recursos digitais terão um caráter complementar, o que significa que não poderão ser utilizados como substitutos para abordagens terapêuticas e pedagógicas já consolidadas. Apenas profissionais qualificados e devidamente credenciados estarão autorizados a implementar essas tecnologias, sempre em colaboração com a equipe pedagógica da escola, garantindo assim que todos os procedimentos sigam normas éticas e técnicas rigorosas.
O relator do projeto, o deputado Rafael Brito, expressou sua satisfação com a aprovação, destacando a relevância da proposta. Ele afirmou que ela está alinhada ao novo Plano Nacional de Educação e à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Segundo Brito, a inclusão de recursos digitais é um passo essencial para garantir que alunos com TEA tenham acesso pleno ao aprendizado.
O projeto agora passará por uma análise em caráter conclusivo em comissões específicas, incluindo a de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser aprovada tanto na Câmara quanto no Senado, dando voz e atenção às necessidades educacionais de uma parcela significativa da população escolar. Essa medida representa um avanço importante na busca por uma educação mais inclusiva e adaptativa, beneficiando diretamente os alunos que mais precisam.
