CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Regulamentação do Uso de Símbolos da Cruz Vermelha em Conflitos Armados no Brasil

No dia 30 de junho de 2026, a Câmara dos Deputados tomou uma importante decisão ao aprovar o Projeto de Lei 8754/17, uma iniciativa que visa regulamentar o uso dos símbolos da Cruz Vermelha, do Crescente Vermelho e do Cristal Vermelho em território brasileiro durante períodos de conflito armado. O projeto, oriundo da ex-deputada Bruna Furlan, agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, onde será feita a redação final antes de sua promulgação.

A regulamentação proposta se baseia nas Convenções de Genebra e em seus protocolos adicionais, ratificados pelo Brasil desde a década de 1950. Essas convenções estabelecem os princípios do direito internacional humanitário, ampliando e consolidando normas de conduta na guerra, além de oferecer proteção e assistência aos civis, em conformidade com tratados anteriores.

A relevância do projeto foi destacada por vários parlamentares durante a discussão no plenário. A deputada Erika Kokay (PT-DF) enfatizou a importância de preservar os símbolos da Cruz Vermelha, que reconhece aqueles que atuam em nome da instituição. Segundo ela, essa é uma organização que opera sob princípios humanitários, visando valorizar a vida e que atua em cerca de 190 países ao redor do mundo.

Outro destaque foi o comentário do líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que reforçou a relevância do trabalho da Cruz Vermelha, tanto no Brasil quanto no exterior. “Acredito que essa regulamentação valoriza ainda mais os serviços prestados pela instituição”, afirmou.

Por sua vez, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) ressaltou que essa proposta visa internalizar as obrigações já assumidas pelo Brasil, assegurando a proteção dos símbolos humanitários e evitando o uso comercial indevido, o que poderia levar a confusões com entidades legítimas que atuam nessa área.

Com a aprovação do projeto, o Brasil avança em sua compromisso com os princípios humanitários, consolidando um marco legal que valoriza as ações de instituições voltadas à proteção da vida e ao auxílio humanitário.

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