O projeto, ora aprovado, é uma versão elaborada pela deputada Maria Rosas, do partido Republicanos de São Paulo, em resposta ao Projeto de Lei Complementar 230/25, de autoria do deputado Juscelino Filho, do PSDB do Maranhão. Maria Rosas, que preside a Comissão de Comunicação, destacou a importância de se garantir a aplicação eficaz dos recursos arrecadados. Segundo ela, a experiência nacional demonstra que apenas arrecadar não é suficiente; é necessário assegurar que esses fundos sejam utilizados de maneira efetiva para que cumpram suas finalidades.
A relatora enfatizou que a limitação ou postergação no uso dos recursos do Fust pode prejudicar setores fundamentais, como a conectividade nas escolas públicas e em áreas rurais e remotas. Isso, segundo justificativas apresentadas, afeta diretamente o atendimento a populações em situação de vulnerabilidade, que são dependentes de uma infraestrutura de telecomunicações adequada.
Complementando a discussão, Juscelino Filho, que atuou como ministro das Comunicações entre 2023 e 2025, comentou sobre a reputação negativa que o fundo adquiriu devido à sua subutilização. Ele afirmou que, ao aprovar essas novas regras, o governo busca garantir a expansão da rede de telecomunicações e promover a inclusão digital, especialmente em regiões como a Amazônia e comunidades rurais.
Além disso, as novas diretrizes estipulam que pelo menos 50% das receitas anuais do Fust sejam destinadas a financiamentos reembolsáveis, incentivando investimentos nesse setor. O projeto também prorrogou por cinco anos a redução de até 50% na contribuição ao fundo para operadoras que utilizarem recursos próprios em programas apropriadamente aprovados. Essa medida, que se encerraria em dezembro de 2026, promete garantir a previsão de receita de R$ 465 milhões para o Fust no próximo ano, considerando renúncias de receita já estabelecidas.
Dessa forma, a aprovação deste projeto representa uma mudança significativa para a política de telecomunicações no Brasil, com um enfoque claro na expansão de infraestrutura e no atendimento às necessidades das população.




