CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Reconhece Epilepsia como Deficiência e Garante Direitos a Pessoas Afetadas pela Condição.

No dia 25 de junho de 2026, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que reconhece a epilepsia como uma deficiência para todos os efeitos legais. Este avanço legislativo representa um importante reconhecimento das limitações que pessoas com essa condição frequentemente enfrentam, tanto em termos de saúde quanto de barreiras sociais.

De acordo com o texto aprovado, a epilepsia será considerada uma deficiência quando causar impedimentos de longo prazo de natureza mental ou neurológica. Esses impedimentos podem interagir com barreiras sociais, dificultando a participação plena do indivíduo na sociedade. A avaliação da condição será realizada por uma equipe multiprofissional de saúde, que analisará o impacto da doença na vida do cidadão e a gravidade das suas crises.

O projeto, que foi elaborado com o auxílio do relator, deputado Márcio Honaiser, do Solidariedade do Maranhão, unifica propostas anteriormente apresentadas, buscando integrar as disposições do Projeto de Lei 5962/25, da deputada Yandra Moura, e do Projeto de Lei 364/26, do deputado Capitão Alberto Neto. Honaiser enfatizou que a verdadeira limitação para esses indivíduos não se resume apenas à condição neurológica, mas está inerentemente ligada às barreiras atitudinais, sociais e ambientais que dificultam a inclusão.

O impacto da aprovação dessa legislação vai além do mero reconhecimento. Ela visa garantir direitos fundamentais previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, como a inclusão no mercado de trabalho por meio de cotas, benefícios sociais e adaptações necessárias em instituições educacionais. Um dos objetivos centrais é proporcionar segurança jurídica, evitando a necessidade de que pessoas com epilepsia precisem recorrer ao sistema judiciário para reivindicar direitos básicos, como prioridade em atendimentos.

O próximo passo para que essa proposta se torne lei é a análise pelas comissões de Saúde e de Constituição, Justiça e Cidadania. Agora, aguarda-se a votação na Câmara e, posteriormente, no Senado, na expectativa de que esse projeto traga melhorias significativas para a vida de milhares de brasileiros diagnosticados com epilepsia, promovendo a inclusão e a igualdade de oportunidades na sociedade.

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